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Psicose pós-parto ou puerperal

Foto de marcinha

Este assunto requer total atenção, pois pode ocorrer com qualquer mulher após tornar-se mãe.

A psicose pós-parto nada mais é do que um transtorno pscicótico desencadeada pelo parto, tendo uma evolução rápida.

Alguns dizem que a psicose pós-parto pode iniciar-se dias ou semanas após o parto, porém tecnicamente pode desenvolver-se até 6 meses após o parto. Mas o mais importante nisso tudo é que é considerada uma doença mental devastadora.

Estima-se que uma a cada quinhentas mães no mundo são afetadas por esta psicose.

Se você leu no meu texto sobre a DPP (depressão pós-parto), sabe que é muito normal a mulher, após o parto, passar por diversas mudanças e como a mulher após a dar a luz passa por um período de maior vulnerabilidade, é fácil aparecer algum transtorno psiquiátrico, como a depressão e a psicose pós-parto.

A psicose puerperal é considerado o transtorno mental mais grave que pode ocorrer no puerpério e não há nenhuma única definição de causa.

Se você quer saber quais são os principais sintomas para este tipo de psicose, acompanhe os itens abaixo:

No início:

  • cansaço
  • insônia
  • logorréia (necessidade constante de falar normalmente por meio de frases sem sentido)
  • tem facilidade em chorar
  • irritação

Após um tempo:

  • delírio (perda da conexão com a realidade e um dos principais sinais que diferenciam a psicose da depressão)
  • alucinações (são consideradas como um dos principais sinais que distinguem a psicose da depressão pós-parto) 
  • desorientação
  • confusão mental
  • hiperatividade
  • a mudança de humor permite que a mulher mude rapidamente de um estado emocional para o outro
  • a mulher pensa que está ficando louca

Muitas vezes, a mulher quando mãe, passa a achar que o bebê está doente ou morto, além de ouvir vozes dizendo para matar o bebê e depois, cometer o suicídio, além de poder pensar que a criança é defeituosa ou que possui poderes especiais. E com todos estes pensamentos envolvendo o bebê, o infanticídio pode acontecer.

Em casos mais graves, a mãe não quer ter contato com o filho, isso porque a mãe não consegue lidar com o nascimento, que é a separação entre ela e o bebê.

 Alguns fatores de risco podem ser citados, tais como: transtorno bipolar e histórico familiar de doença mental, mas saiba que a metade das mulheres não tem nenhum destes fatores de risco, ou seja, pode ocorrer sem motivo aparente.

Se você estiver passando por este problema ou conhecer alguém que esteja vivendo este momento, quando for ao médico seja sincera e não esconda absolutamente nada. O médico pedirá diversas informações que serão utilizadas para traçar o seu tratamento.

Na maioria das vezes é necessário a hospitalização da paciente para o tratamento e obviamente, que a mulher não vai aceitar e muitas vezes, vai utilizar a desculpa de que precisa estar em casa para cuidar do bebê e neste momento, é necessário que alguém tente convencê-la a ficar internada dizendo que será por pouco tempo e que fazendo isso, será melhor para ela e o bebê.

A internação serve também para que o contato entre mãe e filho seja supervisionado.

Normalmente os médicos prescrevem drogas antipsicóticas e estabilizadores de humor e como são medicamentos considerados fortes, é necessário perguntar ao médico se existe algum problema em a mulher amamentar o bebê durante o tratamento.

Espero ter conseguido te auxiliar quanto a este assunto e lembre-se que a sua saúde é a base para o seu bem estar.

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Marcinha Borba
Paulista, cirurgiã-dentista e pós-graduada em Periodontia. Apaixonada por sua família e amigos. Descobriu o prazer em escrever e compartilhar temas relacionados ao mundo feminino.